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      6/12/2008 - COSMOPOLES: poèmes de voyages en terres ibéro-américaines


       livre    BRASILIA 

       look at a movie about this poem,

      click on:

      http://fr.youtube.com/watch?v=QhX2WVR01Lk  

      CÉU  

      Canta a pedra nua na luz, grita a alegria sob o céu azul de aço acumulado.

      CATEDRAL

      Os arcos lançados abraçam os vestíbulos desertos, abrem-se em prece ardente, juntam suas mãos coroadas sob a sombra velada. As cristas aceradas estalam o espaço na elipse das nuvens.

      PALACIO

      A áspera cidade banha seus pés nas cascatas brotando de anthurium e de bronze. O horizonte recolhe os brancos jorros no ar esmaltado. Os vultos de mármore, as fontes enlutadas e os reflexos desfigurados perpetuamente derramam-se.

      APOGEU

      A fraternidade erguida, o Homem, o calor da pedra comungam-se.

      livre look at a movie about the poem " L'homme de la Caatinga"

      http://fr.youtube.com/watch?v=5r5UzutbFRE

       

      O HOMEN DA CAATINGA                                           

       Infeliz, sofro e desgosto-me no correr dum longo vale.  Os espinhos mordazes dos matagais rasgam, cruéis, meus ossos transidos.   Estes cadáveres erguidos ao sol como uma oração choram. A árvore, nua, grita, suas raízes imersas na água corrupta. Sobre a terra queimada passa um caminho de sangue. Neste deserto de cinzas as mãos se torcem numa muda súplica. As mamas de pedra surgem no horizonte índigo                                  O vale está morto...  

      No entanto a relva tímida revela seu frescor, os incêndios esgotam-se sob a ameaça das neblinas derramadas. O couro endurecido que me veste encerra sua haste cortada pelos ramos que a açoitam. Jamais sofrerei senão leves arranhões e jamais viverei senão de céus insondáveis, da embriaguez dos ares e de sóis deslumbrantes.                             

      Bahia,

       


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